quarta-feira, agosto 27, 2008

Digital business conference


"A 5ª Semana do Comércio Electrónico promovida em parceria pela ACEP – Associação do Comércio Electrónico em Portugal e pela UMIC - Agência para a Sociedade do Conhecimento, irá ter lugar de 16 a 23 de Outubro próximo, introduz este ano uma conferência de dois dias que reunirá mais de 25 especialistas nacionais e internacionais em torno do debate do negócio digital.

A Digital Business Conference, que terá lugar nos dias 22 e 23 de Outubro de 2008, no Centro de Congressos da Universidade Católica, terá como convidado especial Chris Anderson, autor do Livro “The Long Tail”, reputado orador internacional e Editor Chefe da paradigmática revista norte americana Wired, que a ACEP trará pela primeira vez a Portugal."


ACEP :Digital Business Conference

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quinta-feira, junho 26, 2008

Punk marketing – a revolução!


Beliscar, divertir, desafiar, transgredir, ousar e chocar são os novos valores do marketing!

O consumidor está cansado de nós! … cansado de mensagens de marketing todas iguais, cansado que o avisem de coisas que ele sozinho consegue ver sem esforço, cansado de perguntas, do estilo o que quer, … bla, blá,... nada de novo, todos iguaizinhos!

O consumidor precisa que o marketing o convide a explorar algo que ainda não viu, algo realmente novo e diferente, algo que não está perceptível …está farto que lhe falem do preço que é uma coisa que ele vê sem precisar de aviso, …. chega de “preços baratos”para tudo!

Hoje o marketing está a ser posto à prova, … como tudo que “soa bem” vira cliché - marketing - não é excepção! … está na altura de limpar mercado em busca dos verdadeiramente inovadores, aventureiros, desafiadores, … os outros morrerão na praia!

Punk marketing é a nova abordagem do Ser ou Não Ser marketing! É a nova chancela dos que batem no peito com orgulho, dos que viram a mesa quando os confundem, dos que fazem das tripas coração para não serem os iguaizinhos, dos que berram, esperneiam e agem quando os querem calar!

Segundo Richard Laermer e Mark Simmons, autores do livro Punk Marketing, “Punk Marketing é uma atitude de rebelião contra o tradicional. Uma nova forma de marketing que rejeita o status quo e reconhece o deslocamento do poder das corporações para os consumidores”.

Ser punk marketing é perceber que o consumidor tem mais poder que nunca, que não nos procura - nós é que temos de suar para o atingir!

Ser punk marketing é dar a “pedrada no charco”, é ser “Sex Pistols”, é quebrar o tradicional, é casar publicidade com conteúdo e fazer brotar formas de comunicação impactantes, adequadas à realidade do mercado actual.

Punk marketingt não é um estilo de cabelo, é uma maneira de agir.

Junta-te à revolução!

punk marketing.com

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sexta-feira, junho 06, 2008

ROCK IN RIO uma experiência de marca


“Eles não sabem, nem sonham, que o sonho comanda a vida, que sempre que um homem sonha o mundo pula e avança como bola colorida entre as mãos de uma criança.” – António Gedeão

Uma das grandes discussões no mundo da comunicação e do marketing é a comunicação integrada. Todos queremos uma imagem diferente mas muitos ainda acreditam que ela cai do céu! Um spot de 30 segundos já não faz a diferença por si só, hoje e cada vez mais é preciso pensar, sonhar e colocar alma e depois, conhecer e planear, planear ao pormenor, planear os detalhes.

É urgente ousar, aplicar a intuição e abandonar a lógica do espaço confortável!

Em 1985, o publicitário Roberto Medina sonhou, criou e emocionou!
A sua dedicação e empenho, humildade e a veia de poeta levou-o a abraçar o seu sonho. Uma lição de vida a explorar em “Vendedor de Sonhos, a vida e obra de Roberto Medina” da Melhoramentos. Uma vida dedicada à comunicação e ao marketing, Medina é um exemplo que o homem é capaz de dar vida aos sonhos com muita dedicação, inspiração e transpiração.

O Rock in Rio é uma das maiores experiência do mundo!
Porque Medida soube abandonar o lugar confortável da cadeira do escritório, recusou fazer apenas o que lhe pediam e explorou a rua, permitiu-se sonhar, superar barreiras e dar corpo e alma aos seus sonhos.

Segundo Medina, “O problema é que complicamos muito a nossa profissão mais do que ela é. Nós somos vendedores e o camelô ainda é melhor porque quando chove aparece o guarda-chuva na hora...”

É preciso criar relacionamentos com a marca, inovar, surpreender e amar o consumidor! É preciso dedicação, tempo e rigor! Este é o caminho a seguir para quem deseja transformar uma marca numa experiência de marca.

“Convivi com os grandes profissionais de propaganda e nunca vi o planejamento criar normas para eles. Vi eles criarem grandes idéias e o planejamento justificar as idéias deles”

Esta é a razão do sucesso do Rock In Rio!

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terça-feira, junho 03, 2008

Do punk | Think punk


Punk marketing uma maneira ousada de se fazer as coisas, uma maneira de quebrar paradigmas, uma maneira de rejeitar verdades estabelecidas, … mais que um estilo de cabelo uma forma de agir, onde o consumidor é que manda!

Ideais do movimento punk marketing

1º: se não arriscar morre
2º: desafie as regras da indústria
3º: não tente agradar a todos
4º: não ceda aos clientes
5º: não seja controlador
6º: nunca perca a honestidade
7º. crie inimigos
8º: deixe que os consumidores descubram a qualidade da sua marca
9º: pense à frente dos rivais
10º: não se deixe iludir pela tecnologia
11º: mantenha-se fiel às suas vantagens competitivas
12º: comunique com simplicidade
13º: aposte na qualidade, em detrimento da quantidade
14º: use novas ferramentas de marketing
15º: interrogue-se constantemente

Não esperem encontrar ideias e técnicas novas mas sim, irreverência e ousadia a começar na linguagem e a terminar no produto, … experiências inspiradoras!

Do punk | Think punk - manifesto

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sexta-feira, maio 23, 2008

Riso e gargalhadas nas estratégias de endomarketing


“Complicar aquilo que é simples é lugar comum, tornar simples o que é complicado é criatividade” - Charles Mingus.

Já lá vai o tempo em que as empresas se geriam com base na tirania dos administradores hoje, empresários e gestores acreditam que o riso é o melhor remédio para a produtividade.
Motivar os colaboradores é um dos desafios da gestão moderna. Sem pessoas motivadas não é possível alcançar objectivos.

Através do humor, risos e brincadeiras as pessoas tornam-se mais abertas e espontâneas, libertam-se de preconceitos e tornam-se mais criativas e receptivas, ... deixam sair a “criança” que há em si, acreditam que tudo é possível e reflectem sobre temas do dia-a-dia tudo isto, numa onda de muita animação e uma enorme energia contagiante.

O humor ganha assim seguidores nas organizações empresariais!

Em Portugal são várias as empresas que já incorporam estratégias de riso e humor nos seus planos de endomarketing com o objectivo de promover, melhorar e estimular a comunicação, o relacionamento e a motivação.

No passado dia 21, conheci, presenciei, vivi e aconselho as estratégias de humor como elemento motivador e estimulador de equipas.

Comunicativo por excelência, irreverente, estimulante, profissional q.b., minucioso, provocador e cheio de humor … o conhecido “CEO da água Frize” - Pedro Tochas é um terramoto de energia positiva e adrenalina, que nos leva a pensar fora da caixa.

Através de uma preparação cuidada e meticulosa, onde o principal objectivo é atingir os objectivos da empresa, Pedro Tochas usa e abusa dos cinco sentidos para não lhe escapar nada!

Num jeito singular rompe pela sala carregado de energia positiva e cheio de vontade de libertar os mais tímidos e despontar neles, uma gargalhada sentida. Do quebra-gelo inicial o difícil é parar de rir!

A palestra é bastante interessante, muito para além do entretenimento e da brincadeira Pedro Tochas transmite mensagens para a vida, mostra-nos o valor do bom relacionamento dentro das empresas, estimula-nos a pensar e a agir de forma diferente face aos problemas do dia-a-dia, ajuda-nos a libertar de preconceitos, … uma das mais divertidas lições de gestão e motivação que já vi!

Uma experiência a não esquecer! Obrigado Tochas!

pedrotochas.com

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quarta-feira, abril 30, 2008

Cirque du Soleil uma estratégia cobiçada!



"Não há um segredo para o sucesso do Cirque du Soleil. Só total dedicação, paixão e talento. Não há uma fórmula, mas a essência mesma do que fazemos e oferecemos, que não é um produto, mas uma experiência"- Matthew Jessner director artístico.

Cirque du Soleil uma estratégia de internacionalização cobiçada por muitos! Um fenómeno mundial onde o talento, a optimização dos recursos humanos e o trabalho em equipa, a visão, o conhecimento e a capacidade de adaptação a mercados e públicos atraem milhões de pessoas aos seus espectáculos. O respeito, o amor e a experiência forte, favorável e única que proporcionam fidelizam para a vida… mesmo com uma estratégia de preços altos!

Guy Laliberté reinventou o circo tradicional, sonhou com um modelo de negócio inovador, orientou-o segundo a matriz (eliminar-reduzir-elevar-criar), transformou-o num “case study” estudado pela Harvard Business School e pela Insead e levou-o às águas do oceano azul.

Do estilo tradicional apenas ficou a paixão! ... Deixou entrar em cena um estilo muito sui generis…o seu sonho!...um misto de teatro, dança e bailado, onde contracenam dançarinos, actores, ginastas, contorcionistas, acrobatas, palhaços, artistas de circo e músicos.

Eliminou os espectáculos com animais - o que gerou ganhos financeiros e sociais, reduziu a actuação a uma arena - em vez dos tradicionais três picadeiros.

Investiu na formação dos seus colaboradores, deu-lhes condições para crescerem e elevou todos os artistas a actores principais – todos os actores têm um papel principal e vários secundários na actuação dos colegas, todos juntos são o espectáculo.

Potenciou o desenvolvimento de experiências em vez de produtos, completamente adaptáveis ao local e ao global – eles estudam profundamente cada mercado, cada público… não fazem acrobacias aéreas sem cabos de segurança! … em Espanha deixaram cair o nome em francês para Circo del Sol.

A riqueza e a originalidade do guarda-roupa, maquilhagem e dos adereços em sintonia com as novas tecnologias – som, luz e imagem – apelam a todos os sentidos e envolvem-nos facilmente na história!

Não se permitiu ficar apenas no coração de cada um – cada espectador pode exibir e elevar o Cirque du Soleil para o seu dia-a-dia – as emoções e experiências estão materializadas em diversos souvenirs criteriosamente seleccionados e dirigidos – da singela e discreta t-shirt ao guarda-chuva imponente.

E por fim, fechou a cortina com a mudança de foco e apostou no público adulto.

Assim nasceu um novo mercado e não mais uma empresa circense. Assim um “cuspidor de fogo” se tornou num empreendedor. Assim uma mudança de visão e gestão elevam uma empresa em decadência a um sucesso mundial!

Assim se dá uma verdadeira lição de gestão!

Instalado num delicioso chapitô tradicional, no passeio marítimo de Algés, deixe-se levar, ...assista ao "Quidam" e inspire-se na experiência! …até 25 Maio!


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quarta-feira, abril 16, 2008

WIKINOMICS


WIKINOMICS - A NOVA ECONOMIA DAS MULTIDÕES INTELIGENTES
A ascensão dos “social networking sites” na redefinição da competição empresarial no século XXI.

Referenciado como uma obra extraordinária para quem procura compreender e aproveitar o potencial das comunidades online no mundo empresarial … para quem participa activamente na inovação, para quem acredita na colaboração, partilha e abertura, na construção de riqueza à escala global.

Ainda o vou explorar!
Obrigado pela sugestão, amigo Jorge!


“Wikinomics defende a maior mudança até à data nos métodos de colaboração. Graças à Internet, massas de pessoas anónimas, à margem das hierarquias tradicionais, podem inovar na produção de conteúdos, bens e serviços. Para se compreender as oportunidades que este fenómeno representa para as companhias, é fundamental ler este livro. - Eric Schmidt, CEO, Google

Durante os últimos anos, a colaboração tradicional - numa sala de reuniões, em chamadas em conferência ou mesmo num centro de convenções - foi ultrapassada pela colaboração em massa. Hoje, enciclopédias, aviões a jacto, sistemas operativos, fundos mútuos e muitas outras coisas estão a ser criados por equipas constituídas por milhares, ou mesmo milhões, de pessoas. Enquanto alguns líderes empresariais temem o crescimento exponencial destas enormes comunidades on line, Wikinomics vem provar que estes medos não têm razão de ser. As empresas inteligentes podem captar a capacidade e o génio colectivos para impulsionar a sua inovação, crescimento e sucesso. Guia brilhante para uma das mais profundas mudanças que estão em curso no nosso tempo, Wikinomics desafiará as nossas convicções mais enraizadas sobre a área dos negócios e revelar-se-á indispensável para todos aqueles que quiserem entender a competitividade no século XXI.”
– Editora: Quidnovi


WIKINOMICS - A NOVA ECONOMIA DAS MULTIDÕES INTELIGENTES
Tapscott, Don e Anthony Williams, 2007, Quidnovi, Trad. Jorge Pinho

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quarta-feira, abril 02, 2008

Advergames


Fascínio, atracção e fidelização, … um enredo hilariante!

As empresas descobriram o poder dos jogos online. Os advergames como são designados os jogos online interactivos personalizados são hoje, ferramentas de contacto originais para comunicar e amplificar a brand awareness de marca.

Dos puzzles e quiz juvenis para o segmento dos jogos online para adultos! … hoje, gestores de marketing trabalham os advergames nas suas plataformas corporativas, para atrair e fidelizar o público-alvo.

Estratégias em ambientes de realidade alternativa, que muito se assemelham à vida real, que recorrem a suportes de comunicação tradicionais - jornais, outdoors, revistas, rádios, televisão, eventos, … - para transmitirem códigos e mensagens que permitem desvendar soluções e construir histórias online.

Um enredo hilariante, onde o fascínio e o mistério seduzem e fazem as honras das marcas!

Avergames para educar, divulgar conceitos, promover produtos e serviços, para comunicar marca, … tudo é possivel! Atrair e seduzir faz o visitante voltar e permanecer para jogar, partilha experiências, conquista confiança, disponibilidade e abertura, permite comunicar e dialogar. Não são estas as pessoas que procuramos?... as nossas pessoas!

Muitos já adiantam que esta é a evolução natural dos spots de televisão e dos anúncios impressos, … qui ça?
Advergame é sinónimo de personalização, sedução e conquista, inovação, originalidade e criatividade, mistério, emoção e diversão, experiências e momentos positivos sem limites.

Explore o advergame, incorpore-o no seu plano de marketing e dê assas à imaginação!
Crie os seus jogos, espalhe-os por virais, cd-rom, … e torne as suas pessoas fãs da sua marca, produto ou serviço.

Exemplos:

VW Tiguan 4x4 lançamento
Rexona power pamplona for men
Michelin pneus para a neve
Finnair airline
Nokia - The Passenger
Redbul
Nike
Nivea
Clio by rip curl

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sexta-feira, março 14, 2008

Wikimarketing


O conceito Wiki
O neologismo Wiki – derivado de wikiwiki, que em língua havaiana significa “rápido” – foi cunhado pela Wikimedia Foundation em 2003, que desenvolveu o software MediaWiki e colocou no ar o site Wikipedia – A enciclopédia livre. Uma enciclopédia aberta para que fosse escrita e atualizada pelos próprios internautas, por meio de postagem de artigos. Agora, em 2008, já são mais de 2 milhões de artigos em língua inglesa e mais de 350 mil artigos em língua portuguesa - é a maior enciclopédia disponível na Internet e responsável pela disseminação do modo Wiki de geração de conteúdo, também chamada de Web 2.0.

A partir de 2005, os projetos na Internet que mais obtiveram sucesso, visitação e comentários, foram os projetos que possibilitavam a geração de conteúdo livremente, com ou sem gestores controladores: Orkut, YouTube, MySpace e Second Life. Além dos inumeráveis blogs e fotologs. Esse movimento foi bem descrito no livro Wikinomics – Como a Colaboração em Massa Pode Mudar o seu Negócio, de Don Tapscott & Anthony D. Williams. Wikinomis, ou o seu neologismo em português, Wikinomia, é conceituado, pelos autores, como a arte e ciência da colaboração.

Os autores defendem que o conceito de sistemas que se auto-organizam, criando uma ordem, mas sem comando central, podem também ser estimulados e, até mesmo, orquestrados. Um exemplo citado é o projeto InnoCentive, criado pela Procter & Gamble. Na época, em 2001, com 7.500 pesquisadores contratados, a P&G achava esse pequeno exército insuficiente para manter sua liderança. Em vez de contratar mais pesquisadores, o CEO A.G. Lafley instruiu os líderes das unidades de negócios a buscar, fora da empresa, 50% das idéias para novos produtos e serviços.

Hoje, o InnoCentive é uma rede colaborativa que reúne 35 empresas da Fortune 500 de um lado e 91 mil pesquisadores de 175 países de outro. As companhias colocam para eles problemas que suas equipes de P&D (pesquisa e desenvolvimento) não conseguiram resolver e oferecem recompensas que vão de US$ 5 mil a US$ 1 milhão para quem trouxer soluções viáveis. Por meio desse projeto, essas empresas nada mais fazem do que manter uma rede colaborativa que se complementa e inova em prol de desafios, gerenciada e remunerada pela organização. Mesmo esses colaboradores não sendo funcionários, sua dimensão global e seus 91 mil integrantes a transformam numa grande máquina geradora de inovação.

Wikimarketing
E como a rede colaborativa pode ser útil como ferramenta de Marketing? A rede colaborativa, no fundo, é o que diversas empresas hoje vêm buscando criar junto aos seus programas de Marketing de relacionamento. Uma extensão natural - depois de conseguir criar, manter e se relacionar com um círculo de clientes determinado - é trabalhar esse círculo para que gerem valor, por meio de idéias, sugestões e críticas.

Na era do relacionamento, o envolvimento com o público-alvo de um programa ainda é visto sob a ótica de interesse da companhia, ou seja, o que a empresa ganha com isso. Compreender que os próprios clientes, por exemplo, também podem ser fontes de informações e inovações, transforma essa relação e coloca os clientes como colaboradores em primeiro plano, como agentes, e não só como compradores e usuários.

Claro que, para essa relação existir, mais que recompensas, vale a reputação que a companhia constrói, fruto de bons produtos, serviços e atendimento prestados. Informalmente, clientes já são colaboradores - basta observar o volume de comentários que uma central de atendimento recebe diariamente. A questão é que isso não é percebido, pela maioria das empresas, como uma rede colaborativa. No máximo, um canal informativo em que o cliente deposita suas opiniões. Opiniões estas que nem sempre são lidas e, muito menos, respondidas.

Está na hora de praticar mais wikimarketing nas organizações. Numa época em que a inovação contínua é tão propalada e valorizada nos negócios, não dá para abrir mão do volume e da diversidade de idéias que uma rede colaborativa de clientes pode trazer para as organizações. Quem sabe, daqui algum tempo, teremos mais uma revisão da definição de marketing, colocando como objetivo, depois do relacionamento, a colaboração dos clientes. E que seja wikiwiki!

Autor: Marcelo Miyashita

mundodomarketing
miyashita.com.br

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segunda-feira, março 03, 2008

Cartões, promoções, feirões, ...!


Criatividade e fidelidade exige-se!

Longe vai o tempo em que bastava agradar, responder e satisfazer para ter clientes para a vida … hoje satisfazer é uma obrigação!

Revolucionários, feiticeiros e magos, encantadores de serpentes, contadores de histórias, mágicos, super heróis, cientistas e professores chanfrados, inspectores Gadget … são os perfis ideais de uma verdadeira equipa orientada para o cliente.
Manter clientes é criar aventuras, promover mistério e muita, muita acção, diversão e experiência!

Hoje somos obrigados a encantar clientes, a cada dia que passa, temos consciência que precisamos de ser mais criativos, engenhoscas, imaginativos, excessivos, … para não perder os que temos. Investir em novos clientes custa 6 a 10 vezes mais do que investir nos actuais!

Investir em actuais clientes é desenvolver programas de fidelidade! Fidelização de clientes é uma filosofia de negócio e não um cartão de pontos e descontos!... campanhas de cartões trazem lucro a curto prazo mas não trazem clientes.

“...basta de cartões, promoções, feirões, dias especiais … basta de descontozinhos e favorzinhos em produtos e marcas que não costumo comprar, não quero e não preciso! O que eu quero é chegar, comprar o que me apetece, no dia e na hora que me apetece…” - spot Pingo Doce

.... a questão não reside em como criar um plano de fidelização, mas em fazê-lo de forma diferente, com visão!

Um plano obriga-nos a olhar para o negócio como um todo, a criar uma equipa multifacetada orientada para o compromisso com o cliente, capaz de por o cliente no centro das suas atenções, ansiosa por o conhecer profundamente, desejosa por construir um relacionamento a longo prazo.

A fidelidade nasce do relacionamento pessoal, do calor humano e da energia, do atendimento individual e presonalizado … a fidelidade nasce na formação, motivação e investimento dos recursos humanos, ... a fidelidade nasce da expressão do rosto e do tom de voz, dos braços e pernas, das cabeças e principalmente dos corações de cada colaborador da empresa.

Um cliente insatisfeito conta a 11 pessoas ... e essas 11 pessoas por sua vez, contam a mais 5!

Está na hora de descobrir o novo perfil de cliente!
Está na hora de olhar, escutar e mudar!


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quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Purple Cow! ... e depois?


Depois de criar a Purple Cow não fique a vê-la pastar!
Quando vemos uma vaca roxa pela primeira vez achamos interessante!...primeiro estranha-se, depois entranha–se e acaba por perder o interesse.

Para que o interesse não desapareça, Seth Godin dá-nos alguns conselhos no livro Purple Cow: Transform Your Business by Being Remarkable:

. A vaca roxa já nasceu!
"Perceba como aumentá-la e como tirar partido dela, o maior tempo possível. Ordenhe a vaca o máximo que puder! ";

. A vaca roxa já se alimenta sozinha!
"Está na altura de criar um novo ambiente para criar uma nova Vaca Roxa, a tempo de substituir a primeira quando os seus benefícios começam a desvanecer";

. Está difícil encontrar um novo pasto!
Criar uma vaca roxa exige tempo, oportunidade e muita dedicação. Muitas vezes ainda não temos o pasto nem as condições para que a vaca roxa nasça, quando assim acontece mais vale não desesperar! Continuar a apostar na nova vaca roxa, sem esquecer que "muito bom" é o contrário de "extraordinário", é o caminho.

. Não afaste as “ideiavirus” e os "sneezers"!
Muito bom! Muito bom é banal para as “ideiavirus” e os "sneezers" é o mínimo que esperam. Muito bom não é motivo de provocação, atracção e desejo. Muito bom não é paixão, não é loucura!

. O foco é no extraordinário!
Ser remarkable é ser outstanding, é ser extraordinário. Ter sucesso é ser extraordinário, é re-inventar os negócios, as empresas, é re-pensar produtos e serviços, é questionar, arriscar e desejar, é abraçar a vaca roxa.
Só assim nascem produtos e serviços que atraem, cativam, mexem, interagem e estimulam a acção. Só assim nascem produtos que vendem!



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quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Onde está a Purple Cow?


Não basta parecer interessante, é preciso ser interessante!

Quando vemos uma vaca pela primeira vez achamos interessante, já lá diz o ditado primeiro estranha-se, depois entranha–se e acaba por perder o interesse. Mas se um dia no meio de todas aparecer uma vaca roxa ... o interesse é novamente despertado!

Estar preso a processos e teorias de marketing, seguir devotamente os "4 Ps" ou os “5 P´s” (product, price, promotion, place, people) já não funciona!
Olhamos, observamos, ... e o que vemos?
Pessoas sem tempo. Empresas a gastarem milhares em anúncios de televisão que ninguém vê. Comunicação em massa. Zapping e mais zapping. Gestores de marketing a ignorar o poder dos "early adopters", agarrados à segurança, à zona confortável, com fobia do risco, de novos desafios.

Seth Godin, no seu livro Purple Cow fala ao coração dos profissionais com vontade e ambição, dos que querem arriscar, dos que procuram novos desafios simplesmente porque querem abraçar o sucesso.

Hoje empresas, marcas e pessoas têm de ser remarkable para atingirem o sucesso!
Ser remarkable é ser outstanding, é ser extraordinário. Ser extraordinário é possuir uma qualidade única. Ter sucesso é ser extraordinário, é re-inventar os negócios, as empresas, é re-pensar produtos e serviços, é questionar, arriscar e desejar, é abraçar a Vaca Roxa.

O segredo está nas redes pessoais e nas inovações extraordinárias!
Hoje as redes sociais são “salas de embarque premium”, onde cada mensagem voa em direcção ao destino desejado, sem paragens, bloqueios, transferes, ... completamente personalizada e individualizada!
Com as agendas programadas ao segundo, os consumidores não conseguem tempo para procurar novos produtos e entram num ciclo vicioso ... compram mecanicamente os mesmos produtos e marcas.

Como provocamos a quebra do ciclo?
Com vontade de criar além do perfeito, do muito bom, quando desejamos algo extraordinário. Quando nos focalizamos nas pessoas que trabalham a nossa vaca roxa! Pessoas adeptas da mudança, movidas pelo diferente, atraídas pela novidade, desejosas de novas experiências ... que partilham e vendem aos amigos!

Segundo Godin, é precisamente neste momento, quando decidimos procurar e investir na vaca roxa, na inovação e nos inovadores, que surgem dois novos conceitos: “ideiavirus” e "sneezers".
As “ideiavirus” são ideias que se difundem de contacto para contacto, logo com grandes probabilidades de ganhar adeptos e fãs - e quando damos por ela temos uma virose.
Os "sneezers", os que espirram porque são eles os verdadeiros causadores da disseminação do vírus.

Em Purple Cow: Transform Your Business by Being Remarkable recebemos, experienciamos, interiorizamos e reflectimos a necessidade vital de compilar, incrementar, usar e usufruir do conhecimento sobre a concorrência e o mercado, tendências, clientes e prospects, “ideiavirus” e "sneezers", ... de usufruir do trabalho em equipa e incorporar o marketing em todos os passos de processo ... um longo percurso para conseguirmos abraçar a Vaca Roxa.

Só assim nascem produtos e serviços que atraem, cativam, mexem, interagem e estimulam a acção. Só assim nascem produtos que vendem!

Um longo e tortuoso caminho ... mas muito delicioso!

Purple Cow .pdf

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sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Re-imaginar os negócios ... sair do lugar-comum!


"Descubra os malucos! Contrate-os! Deixe que eles o ajudem a fazer a revolução!" - Re-imagine! by Tom Peters

Tom Peters guru em gestão, liderança e estratégia, desafiador e despertador de mentes adormecidas alerta-nos para as mudanças do mundo dos negócios e para a necessidade de estarmos disponíveis para as receber!

Nas suas publicações, conferências, experiências e visão desafia-nos a reflectir sobre os negócios, a analisar e avaliar os percursos e a fazer a revolução com criatividade e inovação! Um comportamento diferente e audaz, uma nova forma de olhar e sentir os mercados e os negócios, onde tornar a fazer, atribuir novos valores e inovar são lemas de vida.

Para Tom Peters as marcas precisam de seguidores fanáticos, “apaixonados cegamente” em vez de clientes satisfeitos! Com base nesta filosofia partilha ideias e desafios muito actuais, essenciais para nos fazer sair de lugares triviais! ... sair das 4 paredes!

Nada é perpétuo!
Trabalhamos a terra, evoluímos para a era industrial e num passado recente aderimos ao tratamento de dados. Agora apostamos tudo na era do conceito - ideias, concepções, experiências e abstracções.

Re-imagine! as nossas apostas!
A maioria das operações que movem o mundo são realizadas por meios informáticos e por consequência os mercados abriram-se à escala global. Quantos novos consumidores temos neste mercado? ... Quantos podem entrar no nosso mercado?
Se num passado recente o outsoucing permitiu a muitas empresas responder positivamente às necessidades de mercado hoje, temos de aderir ao best sourcing, só assim, conseguimos trilhar caminhos distintos capazes de assumir um compromisso inteligente com as nossas pessoas.
Sem empenho, dedicação, amor pela camisola - o sentir e o viver a organização como nossa - ser o parceiro de negócios, apresentar soluções e não serviços e produtos, proporcionar um estilo de vida, uma experiência, um sonho, ... será muito difícil sobreviver!
Ousar, recriar, reinventar e inovar, promover a emoção e a imaginação, criar mitos e lendas, transformar o nosso percurso num conto são conceitos a interiorizar e a implementar, só assim, é possível mantermo-nos na linha da frente, atender as nossas aspirações, criar raízes, estabelecer laços, sentirmo-nos especiais e destacarmo-nos perante os demais.

Ninguém consegue inovar e ser original a copiar ideias dos outros!
"Descubra os malucos! Contrate-os! Deixe que eles o ajudem a fazer a revolução!".
Para atrair talentos sugere que se transforme “pessoas custo” em “pessoas parceiro”, em gestores deles próprios! A ideia é permitir que cada pessoa da empresa possa agir como se fosse dono de sua própria empresa de serviços pessoais, que se sinta um potencial gerador de receitas, que possa cobrir o próprio salário e ainda gerar lucro!
Ofereça-lhes uma causa e não uma função, ... inspire-os, ouse provocá-los para a aventura, para a conquista com paixão. Presenteie-os pelos excelentes fracassos e aplique punições para os sucessos irrisórios.
Entregue a liderança às mulheres! Estude os clientes com o intuído de descobrir quem toma a decisão de compra. Na grande maioria dos produtos e serviços cabe às mulheres o papel decisor - as mulheres tomam: 91% das decisões de compra dos produtos para casa, 92% das decisões do destino de férias, 91% das decisões na compra e escolha da habitação, ...

Desenvolva a criatividade!
A criatividade surge da discórdia positiva entre as várias pessoas da empresa, da discussão, dos conflitos, das diferentes formas de olhar e ver, entender e sentir a empresa. O nosso guru defende que se soubermos lidar com estas diferenças, percebe-las, entende-las, superá-las e transformá-las estamos prontos a fazer a revolução ... estamos aptos a sair das 4 paredes ... disponíveis (física e mentalmente) a novas formas de negócios!

Um dia a Apple desafiou os seus limites e desejou “Posso também ser uma empresa de música!”... a resposta surgue com o nascimento do iPod!

tompeters.com

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sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Green marketing - atitudes eco-responsáveis


Uma política verde atrai jovens talentos, aumenta a produtividade e reduz os custos operacionais, bem como, torna a empresa mais competitiva, aumenta a aceitação e o reconhecimento pelo mercado.
Mais do que uma tendência, o green marketing é essencial para responder ao mercado actual e futuro.
Hoje os consumidores não procuram produtos eco eles exigem empresas com filosofias e atitudes eco-responsáveis.

Atitudes eco-responsáveis
Green Computing
Sun - Eco Innovation Initiative
ECO EDP - Glossário
Sociedade Ponto Verde
Guia eco-amigável para PME´s
EcoTecnologia
EcoGoogle

Uma estratégia de green marketing começa dentro da empresa!
Bom trabalho!


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quinta-feira, janeiro 31, 2008

Green marketing exige-se!


Green marketing não é igual a uma simples inclusão na embalagem - “embalagem amiga do ambiente” ou “embalagem reciclável”.

Os consumidores começam a exigir marcas que adoptam posturas responsáveis e solidárias com o meio ambiente e com as sociedades, os consumidores exigem consciência ecológica!

O nicho verde enaltece e opta por produtos e serviços ecologicamente correctos! Valorizam a qualidade de vida, estão sensibilizados para as condições básicas do planeta, conhecem, compreendem e não aceitam atitudes que esgotam os recursos naturais e que põem em causa a própria vida.

Mais do que uma moda passageira o green marketing é uma filosofia em crescimento, não como opção mas como obrigação. Hoje e cada vez mais, os consumidores não estão dispostos a ceder às empresas com insuficiência ecológica.

As empresas que não aderirem tem os dias contados! ... marketing verde não é um obstinação de um nicho de mercado mas sim, uma necessidade emergente do planeta e das suas pessoas.

Para o mercado empresarial esta filosofia significa uma reorientação do negócio, um compromisso com a sociedade mas também, uma série de mais valias. O green marketing incorpora uma série de modificações e alterações. Dos produtos aos processos de produção, do design à concepção das embalagens, da comunicação, à expressão e o posicionamento da marca.

Sem esquecer que o primeiro passo deve ser dado ao nível dos recursos humanos, sem colaboradores responsáveis, conscientes, com comportamentos e atitudes ambientais as falhas vão acontecer e limpar uma imagem não é tarefa fácil!

Incorpore o green marketing hoje mesmo nas suas estratégias!


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quarta-feira, janeiro 30, 2008

Os cinco pés da liderança


Quando precisamos de realizar mudanças organizacionais nem sempre estamos conscientes do melhor caminho a seguir. Para nos ajudar, Wally Bock elucida-nos com os 5 pês da liderança - as regras de gestão para encontrar o caminho desejado para a mudança positiva, para uma organização melhor.

Prestar atenção ao que é importante
Concentrarmo-nos no que realmente é importante permite-nos alcançar o desejado. Magnitude não significa um grande número de coisas. O foco deve ser nos 20% que nos podem dar os 80%! Abandonar perfeccionismos, aceitar que os recursos são limitados, optar pelo planeamento e pela organização em prol dos objectivos, é o caminho.

Premiar o que desejamos manter
Reconhecer, elogiar e premiar são óptimos estímulos positivos - quando usados e utilizados nas doses certas - para estimular, manter e incentivar a melhoria continua. Não deve ser uma atitude constante mas, também não pode ser anulada das nossas atitudes.

Punir o que desejamos eliminar
Ao contrario do P anterior a punição também deve existir!
Tudo na vida tem limites, os elogios são tão importantes como as punições, ambos permitem orientar a nossa equipa para os objectivos desejados. Em ambas as situações o exagero pode ser prejudicial, ponderar e injectar nas doses certas permite-nos não limitar a evolução pretendida.

Pagar os resultados desejados
O emprenho, a dedicação e o trabalho bem realizado devem ser recompensados. Recompensa não significa apenas dinheiro! Podemos recompensar a nossa equipa de diversas maneiras – um dia de lazer com os filhos, um fim-de-semana em família, um presente simbólico, um programa num spa, ... O dinheiro é importante mas não é tudo!

Promover o mérito
Devemos promover as nossas pessoas pelo mérito, pelo trabalho desempenhado e pelos comportamentos desejados em prol dos objectivos da organização. A promoção por mera indicação ou por recurso a conhecimentos desvia-nos dos objectivos. A promoção deve existir em proveito da organização!

Os cinco P's de liderança ajudam-nos a permanecer no caminho de mudança organizacional positiva. Ajudam-nos a caminhar em prol de uma melhoria continua!

The Five Ps of Leadership - Wally Bock


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segunda-feira, janeiro 28, 2008

A influência oriental ...


O budismo e o marketing, encontram-se na sua intenção, numa mesma linha de propósito, onde o primeiro procura patrocinar a cessação do sofrimento e o segundo elevar a satisfação dos seus públicos relacionais.

A cultura atomista separa-nos uns dos outros, isolando os que são diferentes por alguma razão,.., os critérios inclusivos dizem respeito à coerência entre o discurso e a prática em todos os seus detalhes. Do ponto de vista organizacional isto acontece a partir da visão do homem, enquanto sujeito de relações, que pode mudar a sua própria vida, bem como contribuir para a mudança das demais, sem colocar em causa a sustentabilidade da organização representada.

Aqueles que procuram compreender o budismo aprendem que a principal responsabilidade do ser humano passa pela libertação de todo o sofrimento (nirvana). Para o Zen esta possibilidade depende, em grande parte, da forma como se compreende o espaço que é deixado para a não mente, o wu-nien que permite a compreensão do subconsciente; ou daquilo que para outros, como é o caso da filosofia de Hui-neng, traduz a ideia de natureza-própria. A isto as neurociências chamam a realidade para além da física e da química do ser humano, no nosso entender a Inteligência Espiritual.

O budismo e o marketing, encontram-se na sua intenção, numa mesma linha de propósito, onde o primeiro procura patrocinar a cessação do sofrimento e o segundo elevar a satisfação dos seus públicos relacionais. Claro que do ponto de vista dos modelos de acção existe uma enorme dispersão de métodos.

No Dharma Marketing aprofundamos a aproximação à sabedoria humana (a prajna dos budistas) no que respeita o espaço da não-mente, a fase “inconsciente” da mente. Assim, no nosso modelo de trabalho agimos ao nível do conflito psicológico anterior à vontade humana, concentrando-nos, deste modo, no que é precedente à intencionalidade no homem, ou seja, anterior às necessidades, aos desejos e às motivações.

A sintonia com o princípio transcendente e transpessoal proporcionado pelo Dharma Marketing é um diferencial não espontâneo, a ser conquistado e desenvolvido tendo por base formação desenhada exclusivamente para as empresas, visando o desenvolvimento da Inteligência Espiritual. O primeiro passo a dar neste sentido será o de contratar recursos humanos com base em critérios inclusivos. Igualmente, cumpre às empresas apostar numa formação complementar em mind-sets, ou seja, em técnicas (adaptadas à realidade empresarial) que vão para além do discurso, visando a introdução da atenção plena na consciência organizacional, bem como no auto-conhecimento. Exemplos dessas técnicas são a Meditação Therevada e a Zen-budista de Thich Nhât Hanh, na busca de um estado de consciência que propicia a auto-compreensão e a paz interior; as práticas de refinamento espiritual do Seishin no Jutsu, que literalmente constituem a arte do espírito; a união com o todo do Ketsugo; a arte da concentração do Mokuso no Jutsu; a arte da estratégia do Heiho; a arte da liderança do Doshu no Jutsu. Não poderíamos deixar de referir a importância de alguns dos ensinamentos da arte do Arco Zen e do Raja Yoga.

A espiritualidade é anterior a todos os valores e a qualquer cultura, portanto tão antiga como a humanidade, assim sempre que pretendermos agir a este nível teremos de nos recorrer a práticas ancestrais como a meditação e todas as anteriormente referidas técnicas de refinamento espiritual.

A realidade a que nos referimos não poderá ser confundida com o simples exercício moral, ético, regimentar. De igual modo, as mudanças de que temos vindo a falar não poderão ser periféricas. Se assim for, no essencial, tudo permanecerá na mesma. Esta mudança não poderá ser em si mesma um fim, mas sim mais uma possibilidade de caminho, onde o Dharma Marketing se afirma como uma das ferramentas do marketing relacional.
Para o Dharma Marketing a mudança de que falamos não depende de questões formais. Modificar a atitude dos outros só será possível pelo exemplo. Então, deveremos pugnar por ser o exemplo da atitude que queremos ver nos nossos públicos relacionais.
Estas mudanças reflectem-se na busca do entendimento pacificador e profundo de sentido na transformação pessoal. Alguns exemplos práticos serão a liderança ao serviço – o gestor servidor inspirado pela gratidão, a humildade, o servir como a verdadeira natureza do ser; um elevado grau de consciência de si mesmo; a reacção ao Eu mais profundo; o uso e a transcendência das dificuldades; o ser espiritualmente inteligente; o aceitar a incerteza como princípio da inspiração criadora; a espontaneidade profunda e responsável; o activismo comunitário, etc..

Em jeito de conclusão repetimos a chamada de atenção para o facto destas propostas não significarem a perda do rigor intelectual ou a reverência crédula, despojada de sentido crítico, infelizmente tão comuns nos nossos dias, em especial quando falamos em espiritualidade.


Autor: PAULO VIEIRA DE CASTRO
Fonte: www.dharmamarketing.org
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Proximidade real: o marketing para alem da percepção


Marketing espiritual não é marketing espiritual com terapias de auto-ajuda, programação neuro-linguística, ou mesmo com o marketing pessoal.

Na actualidade o indivíduo sente-se no mundo – não do mundo. Isto é, igualmente, o que acontece com aqueles que constituem o tecido relacional das empresas. O marketing de proximidade real enaltece a sustentabilidade das condições de reciprocidade, de aceitação e das transformações em si próprias, projectando-as em todos os seus públicos relacionais.

Dharma é para os budistas o que guia a mente, ou por outras palavras o que a precede. Pretende-se, no caso em mãos, estabelecer condições propícias para o homem que procura, em todas as relações, uma dimensão exclusiva/interior. Cabe pois ao Dharma Marketing aumentar a atracção, removendo os obstáculos mais íntimos, facilitando a interdependência aos que procuram o nexo que assiste à experiência empresarial. Apesar da riqueza material e do desenvolvimento tecnológico das organizações, falta algo estruturante à gestão actual. Para nós isso será a capacidade de alterar um mero trabalho numa vocação. Só este pensamento poderá unificar a experiência humana, de forma contextualizada e transformadora nas empresas. Infelizmente, a vocação não se encontra dentro da actual estrutura de valores da comunidade dos negócios.

O marketing tem vindo a evoluir na sua orientação, indo para além do produto, da venda, do mercado, do cliente,.. Assim, depois do marketing massificado, do marketing de segmentação, do marketing one to one,.., surge igualmente o marketing orientado para o Ser, onde o compromisso entre as empresas e todos aqueles com quem estas se relacionam é conseguido através de parcerias inclusivas. Procura-se um impacto significativo nos negócios, ou, pelo menos, dar às suas competências conotações mais amplas, no que respeita à empatia que leva à fidelização, através de benefícios (espirituais), transformadores de quem os produz, e consequentemente dos seus públicos relacionais. Este efeito introduz-nos num ambiente de elevada proximidade e confiança, garantindo relações mais transparentes, e consequentemente de maior prazo, aumentando o QEs (Quociente Espiritual) dos parceiros implicados.

No marketing de proximidade real a espiritualidade facilita a criação de uma imperceptível teia no entorno organizacional, pelo que o mundo das empresas deverá ser visto como um todo, polarizando positivamente as referidas relações. Esta procura só poderá existir como resultado de uma permanente e efectiva dinâmica integrada e reciprocamente complementar, da evolução económica, humana, social, se obviamente acompanhada de mudanças ao nível espiritual. Estamos perante uma forma sustentada de revolução organizacional, já que passamos a perceber a realidade empresarial, do ponto de vista do paradigma quântico, tendo em conta a capacidade da consciência de todos os implicados interferir na criação da realidade. Já anteriormente Jung teria dado a sua contribuição para este entendimento ao apresentar a sua teoria da sincronicidade e do inconsciente colectivo. Contudo, é na verdadeira origem destas ideias que vamos buscar a influência decisiva para o marketing de proximidade real. Referimo-nos ao budismo primordial e ao milenar conceito de interdependência.


Autor: PAULO VIEIRA DE CASTRO
Fonte: www.dharmamarketing.org
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terça-feira, janeiro 22, 2008

How Can Marketing Innovate?


II Conferência Internacional QSP 2008
Dia 28 de Fevereiro na Exponor
Apresentação conferência


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segunda-feira, janeiro 21, 2008

ExcitaMarketing – O primeiro “E”


No mundo dos negócios muitos já se aperceberam do valor de uma marca. Se no passado os consumidores compravam produtos, hoje eles compram marcas. Mas para possuir marcas fortes é preciso construí-las!

E é aqui que infelizmente assistimos a verdadeiros erros estratégicos de marketing.
Quantos olham para uma marca como o desenho do logótipo? Uma marca é muito mais que um logótipo! Uma marca é estratégia e o primeiro passo é feito dentro de portas!

Apostar no marketing interno permite às empresas desenvolveram marcas sustentadas, o primeiro público a ser conquistado tem de ser o interno. Envolver e gerir pessoas da empresa é a grande missão do marketing interno, endomarketing ou, como prefere Wilson Mileris e com o qual concordo plenamente, ExcitaMarketing.

“ExcitaMarketing – O primeiro “E” representa Excitar todos os colaboradores e tem como objectivo trabalhar acções concretas de in marketing, que abrangem o marketing para dentro da empresa ou organização. Hoje, não se pode mais falar em marketing sem considerar o marketing interno.

Excitamarketing é a capacidade de envolver e comprometer os colaboradores de uma empresa, cativando-os a todos através de acções de marketing institucional. É um neologismo que visa estimular reflexões sobre uma das principais responsabilidades do marketing - provocar e despertar nos colaboradores um desejo ardente para aderir à filosofia da empresa para, além da conquista e retenção de talentos - fortalecer a marca da empresa.

O ExcitaMarketing é a estratégia que envolve os colaboradores tornando-os participantes na história da empresa. Quando uma empresa adopta o primeiro “E”, consegue um clima organizacional favorável:
. agilidade para a mudança e maior capacidade para agir de maneira integrada.
. processos de comunicação mais eficazes, mais transparentes e menos unilaterais. Há uma sinergia maior entre todos os integrantes, favorecendo as mudanças que podem afectar o trabalho.
. oportunidades de desenvolvimento e crescimento pessoal mais claras. Se a marca da empresa é reconhecida, os colaboradores sentem que são protagonistas desse reconhecimento.
. a valorização das pessoas proporciona um ambiente de alta motivação e comprometimento.”


Adira ao ExcitaMarketing!
Integre as suas pessoas, só assim conquista qualidade.
Sem qualidade é difícil obter sucesso.
Aposte no marketing interno, ele é o grande impulsionador do sucesso!


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